"Chega um momento que cansa, não vou mais ficar calado. Chega de tomar porrada e ficar calado. Sou um cara que respeita o Palmeiras", começou o 'Mago'.
"Qualquer outro já teria feito a mala e vazado. Agora, disseram que sou mau elemento no grupo. Falam que Felipão não me quer, é mentira. Conversei muito com Felipão, Sampaio, presidente, em nenhum momento falaram para eu ir embora do Palmeiras."
As críticas coincidem com o episódio do sequestro relâmpago sofrido pelo jogador e sua família em São Paulo, e a possibilidade de sair do clube com a chegada de uma proposta do Al-Ahli, da Arábia Saudita. O atleta fez questão de explicar a negociação, ressaltando que a decisão final será sempre do Verdão.
"Não sou mentiroso e nem quero pagar de santinho. Tive uma proposta muito boa. O Palmeiras aceitou, mas pediu garantia bancaria. Só que os times de lá pensam que tem muito dinheito e não dão essa garantia. O Palmeiras recuou, disse que não ia vender. Sempre digo para qualquer clube ir ao Palmeiras antes. Se o clube aceita, estou dentro."
"Conversei com Marcinho, da Ponte, que jogou no mesmo time da Arábia. Falou sobre a cidade. Eu comentei com minha mulher, que ficou na dúvida. Não sabia se queria ir. Aí, teve o negócio da garantia bancária, não avançou. Então tudo bem. Fiquei."
Agora, Valdivia pensa em se recuperar e ajudar a equipe no Brasileirão e, principalmente, na Copa Libertadores da próxima temporada.
"Se Deus quiser, vamos jogar a Libertadores, com Felipão. Vou pedir para a diretoria montar um time bom. E vou pedir para jogar no Pacaembu. Se é o que a torcida quer, é o que eu quero. Já ganhamos e perdemos em Barueri. O Palmeiras já foi campeão muitas vezes jogando no Pacaembu", encerrou o chileno.
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