sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Correa evita comparações com Assunção e aceita jogar até na lateral

A apresentação de Correa no Palmeiras ocorreu exatamente no dia em que foi admitida a grande possibilidade de Marcos Assunção passar por cirurgia no joelho direito e ficar 30 dias fora dos jogos. Por sua qualidade na bola parada, o recém-contratado é naturalmente considerado um substituto do capitão do time campeão da Copa do Brasil. Mas ele tenta evitar as comparações.

"Temos recursos parecidos, mas diferentes. A bola parada do Marcos Assunção dispensa comentários, é uma arma poderosíssima do Palmeiras, e na minha época, comigo, também deu certo. Mas não tem isso de substituir", argumentou o novo camisa 77 da equipe de Luiz Felipe Scolari, que já até mandou o reforço bater faltas e escanteios em seu primeiro treino, nessa quinta-feira.

Durante sua primeira passagem pelo clube, entre 2003 e 2006, Correa se destacou tanto nos cruzamentos que chegou a atuar na lateral direita. Para ajudar o time nos seis meses de contrato que assinou, o jogador se coloca à disposição como uma alternativa para Artur, já que Cicinho foi negociado com o Sevilla, da Espanha."Depois que saí daqui, nunca mais joguei de lateral. Na Europa, eles jogam com duas linhas de quatro e joguei aberto na linha do meio-campo como um ponta falso, um ala mesmo. Mas não vejo problema em ser lateral. É questão de adaptação, porque conheço o setor: 50% dos meus jogos no Palmeiras devem ter sido como lateral", lembrou Correa, que passou por Dínamo de Kiev, Atlético-MG e Flamengo.

Como lateral, é possível que ele atue ao lado de Marcos Assunção. "Torço para que ele não tenha nada e, com nós dois, quem ganha é o Palmeiras porque a bola parada faz a diferença", apontou, avisando que os dois podem ser escalados juntos mesmo no meio-campo. "Seria um prazer jogar com o Marcos Assunção. Ele é mais defensivo, como se fosse um primeiro volante, e eu sempre joguei saindo para o jogo."

Contudo, diante da confirmação de que Marcos Assunção será ao menos poupado de alguns jogos, Correa aceita qualquer função que Felipão lhe designar, inclusive a de Assunção. "É uma responsabilidade, já que é indiscutível a qualidade do Marcos Assunção. Chego com o espírito de somar. Se tiver que ser dessa forma, vou trabalhar diariamente, porque bola parada é treino diário. Se eu puder ajudar, ótimo", disse.