Naquela partida, arbitrada pelo gaúcho, o atacante Obina, que retornou ao time alviverde recentemente, subiu de cabeça e abriu o placar no jogo realizado no Maracanã. Simon, porém, viu falta do atacante na jogada e não confirmou o tento, fato que revoltou a diretoria palmeirense. Durante o triunfo sobre o Botafogo, por 2 a 0, o ex-árbitro foi perguntado sobre o jogador alviverde e tentou justificar sua decisão na partida com o time das Laranjeiras.
"Ele é um bom jogador. Além de tudo, muito honesto. Quando comete falta, como foi o caso do jogo contra o Fluminense em 2008 (na realidade, em 2009), ele mesmo veio ao microfone e disse que fez a determinada falta", afirmou o ex-árbitro, que pouco depois foi rebatido pela assessoria de imprensa do clube.
"É mentira que o Obina disse isso. Pelo contrário. Foi o gol mais ridículo anulado da carreira dele, segundo ele", afirmou um dos assessores, em sua página na rede social Twitter. Após o jogo, o atacante, que entrou no decorrer do confronto com o Botafogo, também negou ter afirmado aquilo e disse que Simon mentiu.
"As câmeras dizem tudo. Eu estava sozinho no lance, como ia fazer a falta? Ele tem que entender que errou e assumir, sem colocar a culpa nos outros, dizer que eu falei o que não falei. Pura mentira e todo mundo viu que não foi falta. Fiz um gol legítimo e a anulação nos atrapalhou muito em 2009", contou.
À época, a jogada gerou grande revolta do então presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo. O mandatário naquele ano atacou o árbitro, fez ameaças, as quais fizeram com que Simon abrisse um processo por danos morais, que obrigou Belluzzo a indenizar o ex-árbitro em R$ 40 mil. O time paulista naquele Brasileirão, por sua vez, sofreu grande queda na reta final do torneio e encerrou sua participação sem o título e sem, até, uma vaga na Libertadores.