LANCEPRESS! - 07/01/2013 - 13:27 São Paulo (SP)
O volante Marcos Assunção, agora sem clube, falou nesta segunda-feira pela primeira vez sobre sua saída do Palmeiras. E aproveitou para explicar o desentendimento com o meia Valdivia, que teve na reta final do último Brasileirão.
Assunção confirmou que discutiu com o Mago, sem entrar em detalhes, mas fez questão de deixar claro que se entendeu com o meia pouco depois.
- Houve sim um desentendimento. Vazou de dentro. Mas o que acontece lá, lá deve ficar. Não tem porque vir aqui, falar o motivo, sendo que éramos funcionários do clube, eu principalmente. Houve desentendimento, mas prefiro não comentar para que as pessoas que estavam lá, que deveriam saber. Éramos um grupo e cada um pensa de uma forma. Naquele momento, todos que estavam lá viram o porque aconteceu a discussão. Cada um faz sua análise se foi boa ou ruim. É algo do vestiário, muitas coisas que acontecem não devem sair de lá - declarou.
- No dia seguinte nós nos trancamos em uma sala, junto com o César Sampaio, conversamos e deixamos tudo esclarecido. Fomos para todo o elenco esclarecer que estava tudo acertado. Não teria nenhum problema em jogar de novo com o Valdivia, no Palmeiras ou em qualquer outro clube. Isso não pesou na decisão da diretoria - contou.
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Assunção também comentou o atraso do meia na reapresentação.
- Se fosse comigo seria normal, porque eu estaria sem contrato. Mas eu, querendo ficar, talvez com uma certeza de que iria ficar, me apresentei para treinar logo e quando começassem os treinos eu pudesse participar - disse.
Capitão da equipe no ano passado, Assunção jogou a reta final do Brasileiro com o joelho direito machucado. E defendeu os ex-companheiros, principalmente aqueles mais criticados pelos torcedores.
- Peço desculpas pelo rebaixamento. Eu e outros do grupo deram o máximo, fizeram de tudo. Assim como joguei com o joelho inchado, jogaram com infiltrações. Alguns a torcida pegava no pé, como Artur, Araújo, Maurício Ramos, Bruno, que sempre falou, ele sempre tinha que render o máximo e sempre deu a cara, era xingado, mas deu a cara. Todos esses sempre fizeram o máximo e a torcida sempre pegou no pé e eles estavam disponíveis em todos. É gente de caráter. Não tinha tanta badalação, não falavam sempre na imprensa mas quando o técnico precisava ele estavam prontos para ajudar. Esses são verdadeiros homens. Jogando bem ou mal, sempre treinavam, nunca fizeram corpo mole e sempre deram o máximo - falou.
Hoje fora do clube, Assunção pede mudanças no Palmeiras para o clube se reerguer.
- Tem muitas coisas que precisam mudar, porque tem a Libertadores, o Paulista. Palmeiras tem de subir neste ano. Para isso, precisa montar um elenco bom, competitivo, grande, para disputar tudo o que vem. A coisa principal é isso, de a gente trabalhar todo dia, fazer reuniões e dava dez minutos as coisas estavam na imprensa. Saindo tudo aquilo que conversamos em uma sala. A primeira coisa que tem de mudar é esse pensamento. Essa vaidade precisa mudar. Isso para mim sempre influenciou muito para as confusões - completou.