Caio Carrieri - 29/01/2013 - 06:55 São Paulo (SP)
A primeira semana de Paulo Nobre na presidência do Palmeiras foi de reformulação no departamento de futebol, com anúncio de novos dirigentes: José Carlos Brunoro como diretor-executivo e braço direito do mandatário, e Omar Feitosa, apresentado nesta segunda como gerente. Mas e os reforços de que Gilson Kleina precisa e que deixam a torcida ansiosa?
Se os aficionados se empolgaram com a troca de gestão, a paciência com a equipe continua pequena. Gritos de “queremos jogador!” e “time sem vergonha” foram entoados por parte dos palmeirenses na surpreendente derrota para o Penapolense, no domingo.
A diretoria tem ciência da fragilidade do elenco. Nobre disse a aliados que pretende contratar cinco novos nomes de qualidade técnica para o grupo. Brunoro afirma que a qualidade do atleta será priorizada no momento de fazer o investimento, sem pensar em possível retorno financeiro que o nome possa proporcionar ao clube em uma futura venda.
Antes de passar o bastão, Arnaldo Tirone entregou apenas duas peças novas para Gilson Kleina: o goleiro Fernando Prass e o lateral-direito Ayrton. Eles desembarcaram no Palestra Itália com status de titulares, vestiram a camisa e já foram bastante elogiados pelo treinador.
Com relação à mudança na parte diretiva, com quantidade maior de dirigentes, a cúpula justifica que faltava comando na administração do ex-presidente Arnaldo Tirone.
No último fim de semana, Nobre foi ao Pacaembu acompanhado dos vices e de Brunoro. Os diretores dizem que estão ali para passar tranquilidade e confiança para o elenco neste momento de reconstrução.
Esta comitiva ganhou mais um integrante com a chegada de Omar Feitosa. Ex-preparador físico do clube entre 2007 e 2010, retornou à Academia de Futebol com a imagem de linha dura no trabalho.
Sucessor de César Sampaio, ele ficará mais ligado ao dia a dia da equipe e da comissão técnica, com bastante presença no vestiário. Lugar este que está à espera de mais jogadores.