quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Reforçado, Palmeiras joga por estabilidade e para acalmar a torcida

Caio Carrieri e Guilherme Cardoso - 31/01/2013 - 07:08 São Paulo (SP)

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Torcida do Palmeiras no Pacaembu (Foto: Tom Dib)

Uma torcida impaciente e um adversário sem vitórias no Paulistão Chevrolet. É isso que o Palmeiras vai ter pela frente nesta quinta, às 19h30, no Pacaembu, quando encara o São Bernardo, pela quarta rodada da competição. Mais do que a recuperação após a derrota para o Penapolense no último domingo, os palmeirenses pensam em reconquistar os torcedores. Até agora, a recepção não foi das melhores.

O torcedor não esconde a insatisfação com o momento do Verdão. Em dois jogos como mandante no Paulistão, o cenário foi praticamente o mesmo. Apoio no início, mas vaias no intervalo e no apito final. A reação tem uma explicação: o time ainda não correspondeu em casa.

Em dois jogos no Pacaembu no ano, o Alviverde perdeu para o Penapolense (3 a 2) e empatou com o Bragantino (0 a 0).

Com esses dois compromissos, já são três partidas sem vencer no estádio. Isso porque, os palmeirenses tropeçaram diante do Atlético-GO (derrota por 2 a 1), na penúltima rodada do Brasileirão do ano passado. O último triunfo foi no dia 2 de outubro, contra o Millonarios (COL), pela Sul-Americana.

Para conseguir um futebol melhor e ter a torcida ao lado do time, o técnico Gilson Kleina vai ter pela primeira vez os seus principais jogadores. Apesar de ainda estar com o tornozelo esquerdo inchado, o meia Valdivia vai ser titular. O lateral-esquerdo Juninho, recuperado de um trauma na coxa direita, também está confirmado na equipe.

Outra mudança é a entrada de Vinícius no ataque ao lado de Maikon Leite e Barcos. Assim, o Verdão vai jogar com três atletas no meio.

– Não queremos dividir a torcida e temos de pensar em motivá-los. Pedimos o apoio de todos. Cobranças e vaias podem existir, mas violência não. Temos de dar um voto de confiança e pedir calma. Não estou pedindo que não cobrem. Precisamos colocar alegria, ter um ambiente saudável e uma parceira com a torcida. Futebol não é receita de bolo, a equipe não encaixa da noite para o dia, mas o trabalho que vai mostrar isso – disse Kleina.

Os resultados ruins do ano passado ainda geram desconfiança. Mas os torcedores já apoiaram quando o time precisou, como na reta final do Brasileirão. Nada que boas partidas e algumas vitórias possam resolver. Que a situação comece a mudar nesta quinta.

 As vaias em casa nesta temporada

Palmeiras 0x0 Bragantino
20/1 A estreia na temporada deu sinais de que a torcida se comportaria de acordo com o rendimento do Verdão em campo. No entanto, uma das primeiras manifestações contrárias tinha como alvo o então presidente Arnaldo Tirone e o vice Roberto Frizzo, que deixariam o cargo no dia seguinte, em que Paulo Nobre foi eleito. Os dirigentes não estavam no Pacaembu e sequer outro representante da diretoria esteve no estádio com o elenco. A insatisfação com a equipe ganhou força no intervalo, em que o time desceu vaiado para o vestiário com o zero no placar – o que se repetiria ao final do jogo. Durante o segundo tempo, vaias para Luan. O coro foi ainda maior quando o atacante foi substituído, aos 25 minutos do segundo tempo. O público para o debute foi de 10.167 pagantes.

Palmeiras 2x3 Penapolense
27/1 O segundo jogo como mandante em 2013 teve ainda menos público: 7.543 pagantes na tarde do último domingo. O ânimo até tomou conta do estádio com o gol de falta de Ayrton logo no início, mas a virada em seguida do adversário deixou os ânimos exaltados. Com o Verdão muito mal tecnicamente no primeiro tempo, alguns xingamentos foram proferidos da numerada. No intervalo, a vaia foi geral. Depois da entrada de Luan, novas críticas para o jogador vindas das arquibancadas. A numerada respondeu com apoio ao jogador. Pouco depois, a Mancha Alviverde xingou Valdivia e pediu reforços à diretoria. O restante do estádio respondeu com apoio aos atletas e ofensa à organizada.