quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Aliados criticam omissão de Arnaldo Tirone pela saída de Assunção

Caio Carrieri - 09/01/2013 - 08:05 São Paulo (SP)

Coletiva de Marcos Assunção (Foto: Renato Cordeiro)
Marcos Assunção chora na coletiva da despedida, na segunda (Foto: Renato Cordeiro)

A poucos dias de deixar a presidência do Palmeiras, Arnaldo Tirone é alvo de críticas até de pessoas próximas e aliadas durante a sua gestão no Verdão.

O último caso que incomodou integrantes da diretoria foi a saída de Marcos Assunção do clube. Estes conselheiros da situação alegam que faltou atenção de Tirone durante as tratativas com o volante de 36 anos e ex-capitão do time.

– Ele deveria ter marcado mais presença nas reuniões, mostrado mais interesse em continuar com o Assunção. Não acredito que o motivo principal da falta de acordo tenha sido dinheiro. Faltou carinho – declarou ao LANCE!Net um conselheiro que pediu para não ser identificado.

Um amigo do jogador não tem a mesma visão do caso. Garante que o dirigente se esforçou para manter o atleta no Palestra Itália, mas os problemas políticos e financeiros do Palmeiras impediram o acerto.

Durante a entrevista na última segunda, em que explicou os motivos para não permanecer no Palmeiras, Assunção ressaltou a diferença de conduta do Alviverde ao longo das tratativas. Segundo ele, a última oferta apresentada pelo clube para a renovação de contrato era inferior ao que foi proposto em agosto, pouco tempo depois do título invicto da Copa do Brasil, no qual teve participação decisiva.

O veterano se recusou a conversar sobre o assunto na época porque gostaria de tratar uma lesão no joelho direito. Passou por uma operação no local, que voltou a impossibilitá-lo de atuar na campanha do rebaixamento no Brasileirão.

– A grande verdade é que o Palmeiras não me quis mais. Saio triste, chateado, porque aprendi a gostar muito do Palmeiras – disse.