Os quase 30 mil torcedores que pagaram ingresso para acompanhar a vitória do Palmeiras sobre a Ponte Preta deixaram o Pacaembu felizes pelo resultado, mas alguns deles tiveram ações frustradas por policiais antes e durante a partida da noite de sábado. Manifestos de apoio e protesto foram atrapalhados.
A ação mais marcante ocorreu durante o jogo. No momento em que o Verdão entrou em campo, foi pendurada no alambrado uma longa faixa com a inscrição "Fora Frizzo e Tirone Diretas Já", no meio-campo. Aos 22 minutos de jogo, policiais passaram no local desprendendo o pano.
A manifestação é em relação à reunião dos conselheiros marcada para a noite desta segunda-feira, quando será votada a adoção das eleições diretas, com participação dos sócios na escolha do novo presidente a partir de 2014 - em janeiro de 2013, o sucessor de Arnaldo Tirone ou a reeleição do mandatário segue só com votos do Conselho.
Alvos da manifestação, Tirone e o vice-presidente Roberto Frizzo se mantiveram afastados dos torcedores. Cada um tinha sempre, pelo menos, dois seguranças os cercando e evitaram dar entrevistas. A medida é uma consequência do último jogo do clube no Pacaembu, quando torcedores depredaram parte do estádio para tentar agredi-los - o restaurante de Frizzo também foi destruído.
Neste sábado, contudo, a torcida apareceu em peso para apoiar, mesmo antes do apito inicial. Foi organizado mais vez o "corredor verde", ato que ocorreu nas Arena Barueri nos jogos da Copa do Brasil com torcedores e sinalizadores abrindo espaço para a chegada do ônibus com a delegação.
No Pacaembu, porém, os policiais atrapalharam, inicialmente pedindo para que os torcedores se afastassem e, mais tarde, com o agito de cavalos, usados para retirar os palmeirenses da área da manifestação e, assim, diminuindo o impacto do "corredor verde", além de assustar idosos e crianças do local.
Dentro do estádio, no entanto, o apoio foi mostrado sem problemas, com cânticos durante todo jogo. Ao final da vitória por 3 a 1, os jogadores do Palmeiras saudaram os quase 30 mil pagantes, cientes de que, nas próximas quatro partidas como mandantes no Brasileiro, por punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), terão de atuar a mais de 100 km da capital.