Caio Carrieri - 26/09/2012 - 08:05 São Paulo (SP)
Mais uma vez João Vitor agita os bastidores do Palmeiras. Seu empresário, Gustavo Arribas, saiu em sua defesa, negou que o volante tenha pedido para se afastar do time por medo da violência da torcida e atacou os problemas internos do clube.
- É verdade que o jogador está sofrendo pressão da torcida, mas ele não joga porque está machucado (fratura no dedo mínimo do pé direito). Acontece de tudo com ele nesse Palmeiras. O clube tem que resolver os problemas ao invés de colocar a culpa no jogador - declarou em entrevista ao LANCENET!.
Nesta terça, o Verdão divulgou uma entrevista no site oficial com o camisa 16. Ele nega que tenha pedido para não participar do jogo com o Figueirense no último sábado por causa de receio de vândalos, versão que o presidente Arnaldo Tirone sustentou em entrevista ao LANCENET!.
O gerente César Sampaio afirmou que teria uma reunião com João nesta terça para tratarem do assunto, mas não atendeu às ligações da reportagem. O mesmo aconteceu com Tirone. O empresário acrescenta:
- Não falei com ninguém da diretoria, mas falo todos os dias com ele. A única coisa que ele quer é jogar, porque sempre trabalhou da melhor forma no clube. Ele estava jogando há mais de um mês com o pé machucado. E a história de que ele chegou para treinar bêbado também é outra mal contada - finalizou, sem querer detalhar o caso de embriaguez.
No último mês de agosto, o jogador apresentou sinais de embriaguez na Academia e foi impedido pelos dirigentes de treinar. Na sequência, não foi relacionado pelo então técnico Luiz Felipe Scolari para a partida contra o Flamengo.
Já no ano passado João Vitor se envolveu em uma briga com torcedores organizados na frente da loja oficial do Palmeiras, no Palestra Itália. Ele tem contrato até dezembro.
O clube não estipulou prazo para o jogador ser liberado pelos médicos. No sábado, o Palmeiras recebe a Ponte Preta e continua a briga contra o rebaixamento. O Verdão é apenas o 18º colocado, com 23 pontos após 26 rodadas.