quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Kleina diz que estar à frente do Verdão é um novo desafio para a sua carreira

Depois de comandar durante 115 jogos a Ponte Preta, o técnico Gilson Kleina iniciou uma nova fase à frente do Palmeiras. Desde a saída de Luiz Felipe Scolari, o Verdão fechou contrato com Kleina, que tem a missão de livrar o time do rebaixamento para a Série B.

"Saio de um time que está a três vitórias de garantir a permanência na Série A e vou para outro em que três vitórias não mudam a situação de estar na zona de rebaixamento. Mas é um novo desafio e, mesmo sentindo o que sinto pela Ponte, chegou a hora de seguir em frente", afirmou Kleina após a confirmação como técnico do clube alviverde.

O Palmeiras fez a proposta ao novo técnico na noite desta terça-feira. Kleina, apesar de ter recebido contra-proposta da Ponte Preta, aceitou o acordo com o Verdão até o final deste ano. Sua saída, porém, não causou desconforto com o clube do interior paulista.

"Fomos pegos totalmente de surpresa, na segunda-feira este assédio do Palmeiras já era assunto encerrado. Não temos um direcionamento pronto, não temos um plano B, porque para nós só existia o plano A. O Gilson Kleina era o nosso técnico até dezembro de 2012 pelo menos. Agora vamos planejar o que fazer e ir ao mercado com calma, pois estamos em uma boa situação no Brasileiro e nossos objetivos continuam os mesmos: permanecer na série A e conquistar uma vaga na Sul-Americana", disse o presidente da Ponte Preta, Márcio Della Volpe.

Para Kleina, a confirmação da proposta pelo Palmeiras não significou um desrespeito com a Ponte Preta. "Não estou abandonando a Ponte, sempre agi com lisura. Assim como decidi vir par a Ponte, que me fez um vencedor e cresci junto com o time, chega um momento em que preciso dar um salto, seguir caminho", explicou.

Mesmo à frente do clube alvinegro, o treinador garantiu que continuará tendo carinho pela Ponte Preta. "Só tenho que agradecer a camisa, a torcida e a todos que acreditaram em mim. Continuarei torcendo pela Ponte e Palmeiras e Ponte será o jogo mais difícil da minha vida, pois sei como os jogadores da Ponte honram a camisa e eles têm meu carinho e meu respeito. Não é porque estarei no time adversário que conseguirei deixar de querer o bem deles", concluiu.