LANCEPRESS! - 27/09/2012 - 13:08 São Paulo (SP)
Há quase um ano no Palmeiras, João Vitor ainda é assunto que causa polêmica dentro do clube. Desde que foi agredido por torcedores, em outubro do ano passado, o volante vive dias conturbados. Ainda sem saber se vai permanecer no Verdão, o jogador garante que sua vontade é continuar.
- Se depender de mim eu fico. Quero ficar. Sou homem, nunca pedi para sair por causa de ameaças - disse em entrevista ao Globoesporte.com.
No último sabado, antes da partida contra o Figueirense, o presidente Arnaldo Tirone afirmou ao LANCENET! que o João Vitor conversou com o gerente de futebol César Sampaio e pediu para ficar três dias afastado. Antes, o jogador sequer viajou para concentração com o elenco em Itu (SP). João Vitor, por sua vez, disse que se surpreendeu com a declaração do cartola.
- Fiquei surpreso com a declaração do Tirone sobre eu ter pedido para sair, não esperava isso dele. Aqui no Palmeiras as coisas são muito complicadas. Na fase ruim, tudo acontece. Mas ele tem o poder nas mãos, podia ter me mandado embora. Não tenho medo de continuar no Palmeiras, mas sempre existe o medo de sair na rua para fazer algo e, por conta do meu passado e da situação do time, ser agredido novamente ou sofrer coisas piores. Mas não vai ser agora que vou correr do pau - afirmou.
Desde então, o volante tem ficado no departamento médico por causa em uma fratura no dedo mínimo do pé direito.
- Eu vinha jogando com um dedo quebrado e muitas dores no calcanhar há alguns jogos. Mas como tinha muita gente no departamento médico, eu não podia parar. Quando a dor ficou insuportável, tive uma conversa com o César Sampaio, disse que eu queria parar para tratar e me recuperar bem, pois meu rendimento estava caindo. Nunca pedi para deixar o clube. Até porque tenho contrato. Se eu me recusar a fazer qualquer atividade, eles têm o direito de rescindir meu contrato - defendeu-se.
Na última quarta-feira, o empresário Gustavo Arribas defendeu e negou que o volante teria pedido para ser afastado do time. Ele ainda criticou os problemas internos do Verdão..
Em agosto, João Vitor foi multado por ter chegado à Academia de Futebol com "sinais de embriaguez". Ele foi multado pela diretoria em 20% do salário e depois admitiu que chegou com "hálito de cachaça" para treinar.