Caio Carrieri e Gabriela Chabatura - 02/01/2013 - 07:14 São Paulo (SP)
Com enorme dificuldade para contratar, o Palmeiras contará com dois reforços caseiros em 2013: Souza e Wendel, que estavam emprestados para Náutico e Ponte Preta, respectivamente, e serão reintegrados ao elenco a pedido do técnico Gilson Kleina.
Titular do Verdão na reta final do Brasileiro de 2009, em que o time de Muricy Ramalho fracassou e deixou o título escapar, Souza, de 24 anos, faz um paralelo de como foi a saída para a Ponte no ano seguinte – passou pelo São Caetano em 2011, antes de se destacar pelo Timbu.
– Saí desvalorizado do Palmeiras e agora volto valorizado. Tenho de me dedicar muito dentro de campo, porque precisamos de um Palmeiras muito bem em 2013 – disse o volante ao LANCE!Net.
Assim como o Sarará (apelido dado por Vanderlei Luxemburgo), Wendel também foi revelado no Palestra Itália. Foi campeão paulista em 2008 com Luxa e, nos anos seguintes passou por Goiás, Atlético-PR e Grêmio Barueri.
– Sou um exemplo de jogador que lutou bastante para conseguir espaço. Eu cheguei em 2003 e só fui me firmar como titular em 2006, que foi a minha estreia. Sou um exemplo de perseverança, tranquilidade e de bom trabalho – disse, aos 31 anos.
Souza e Wendel são dois jogadores polivalentes. O primeiro começou como volante, mas brilhou como meia no último Brasileiro e chamou a atenção de Kleina. O segundo também é volante de origem, mas terminou o ano na lateral da Macaca.
No início de dezembro, os dois jogadores estiveram na Academia e conversaram com o treinador.
– Ele passou confiança para mim, então ficarei muito feliz em trabalhar com ele – completou Souza.
– Ele me perguntou: “Está preparado para correr comigo?”. Eu falei: “Aí, professor, você me levou para a Ponte Preta e, com certeza, vai ser da mesma forma” – finalizou Wendel.
Confira um bate-bola com Souza
L!: Como você vê sua evolução depois de anos longe do Palmeiras?
Eu peguei mais experiência e tranquilidade para jogar. O ponto que mais ressalto é essa experiência de acreditar mais em mim. É isso em primeiro lugar.
L!: Com a disputa da Copa do Libertadores no primeiro semestre, se considera pronto para jogar o torneio continental?
Quero disputar a Libertadores e todos os campeonatos que o Palmeiras for participar. Eu estou disposto a ajudar.
L!: E se permanecer para o segundo semestre, teria algum problema em disputar a Série B?
Infelizmente, o time caiu para a Série B, mas não tenho problema nenhum em voltar e jogar, pois foi o clube que me revelou. Vou jogar a Série B com muito orgulho.
L!: Pelo Náutico você jogou mais como meia, a que atribui essa mudança dentro de campo?
Foi a confiança que o técnico Gallo e todos do elenco do Náutico depositaram em mim. Se eu joguei no meio ou como volante foi por causa da confiança que eles passaram.
L!: Hoje, você se considera um meia ou volante?
É uma vantagem porque agora posso jogar como volante ou como um meia. É uma função que posso desempenhar. Quando precisar, posso jogar em qualquer das duas posições. O importante é ajudar.
L!: Qual mensagem mandaria para torcida do Palmeiras?
Eu posso dizer a eles que terei muita vontade de jogar, determinação e garra. Se depender de mim, vou dar o meu máximo, me empenhar e ajudar ao Palmeiras voltar da onde nunca deveria ter saído.
Confira um bate-bola com Wendel
L!: Pela Ponte Preta, você jogou como volante, mas foi muito utilizado também como lateral-direito. Joga em qualquer posição?
Eu me considero um volante, jogar como lateral é uma opção que a qualquer hora me coloco à disposição, tanto que até joguei na lateral esquerda. Sou um volante que joga na lateral, a resposta é essa, não um lateral que joga de volante.
L!: Então, você tem preferência por apenas uma função?
Qualquer uma, até na zaga, o importante é estar dentro de campo.
L!: Na temporada anterior, alguns torcedores chegaram a ameaçar jogadores. Acredita que isso prejudica os atletas dentro de campo?
Vai prejudicar se o jogador não for corajoso, então isso serve como eliminação, já elimina quem não tem coragem. Quem quer jogar em clube grande tem de ter coragem, tem de ter personalidade. Não estou incentivando o torcedor a fazer isso, vou até pedir para evitar vandalismo porque não ajuda em nada, mas já serve como peneira.
L!: Pelo clube estar na Série B do Brasileiro, acha que terá dificuldades para contratar jogadores?
Como é Palmeiras, não dificulta não, porque todos querem jogar aqui, seja na terceira ou quarta divisão. Seja pelo nome, pela grandeza, acho que não dificulta.
L!: Torcedor declarado, sofreu com o rebaixamento do Palmeiras?
Eu estava torcendo para o Palmeiras se livrar da queda. Fiquei muito triste, como se uma pessoa de minha família tivesse morrido. Foi um clima de velório para mim. Tenho a esperança de ajudar o time. A torcida já demonstrou a paixão em 2003 e é um time que está sempre brigando por título.
pois de anos longe do Palmeiras?
Eu peguei mais experiência e
tranquilidade para jogar. O ponto
que mais ressalto é essa experiên-
cia de acreditar mais em mim. É is-
so em primeiro lugar.
Com a disputa da Copa do Liber-
tadores no primeiro semestre, se
considera pronto para jogar o tor-
neio continental?
Quero disputar a Libertadores e
todos os campeonatos que o Pal-
meiras for participar. Eu estou dis-
posto a ajudar.
E se permanecer para o segundo
semestre, teria algum problema em
disputar a Série B?
Infelizmente, o time caiu para a
Série B, mas não tenho problema
nenhum em voltar e jogar, pois foi o
clube que me revelou. Vou jogar a
Série B com muito orgulho.
Pelo Náutico você jogou mais co-
mo meia, a que atribui essa mudan-
ça dentro de campo?
Foi a confiança que o técnico Gal-
lo e todos do elenco do Náutico de-
positaram em mim. Se eu joguei no
meio ou como volante foi por causa
da confiança que eles passaram.
Hoje, você se considera um meia
ou volante?
É uma vantagem porque agora
posso jogar como volante ou como
um meia. É uma função que posso
desempenhar. Quando precisar,
posso jogar em qualquer das duas
posições. O importante é ajudar.
Qual mensagem mandaria para
torcida do Palmeiras?
Eu posso dizer a eles que terei
muita vontade de jogar, determina-
ção e garra. Se depender de mim,
vou dar o meu máximo, me empe-
nhar e ajudar ao Palmeiras voltar
da onde nunca deveria ter saído.