Caio Carrieri - 16/11/2012 - 06:10 São Paulo (SP)
O Palmeiras está assustado com as recentes reações violentas de parte da torcida, revoltada com o iminente rebaixamento da equipe no Brasileirão.
Com a chance de o time confirmar a queda contra o Flamengo, no domingo, o clube reforçará a segurança. A Polícia Militar e a Rodoviária foram solicitadas para fazerem um escolta ao ônibus do time em todo o trajeto (ida e volta) até Volta Redonda (RJ), a 325 km de São Paulo pela Presidente Dutra – geralmente a proteção é até o início da rodovia.
E não serão apenas os jogadores que terão proteção extra no final de semana. O Verdão vai aumentar o efetivo de seguranças na sede social e na Academia de Futebol, palcos de vandalismo nas últimas semanas (veja mais detalhes abaixo). Alguns profissionais tiveram suas folgas do sábado e domingo cassadas.
– Precisamos de cuidados especiais nesses momentos críticos, porque não vamos deixar o clube sozinho. O Palmeiras está numa situação muito delicada. Não podemos bobear. Estaremos preparados para tudo o que acontecer– declarou ao LANCENET! Faustino Caputo, diretor de segurança do Alviverde.
Cerca de 15 seguranças serão destinados para acompanhar a delegação no Rio de Janeiro. Um reforço para o grupo de homens já está planejado em caso de exaltação da torcida.
No último domingo, 12 seguranças foram deslocados pelo Palmeiras em Presidente Prudente (SP), onde o Fluminense se sagrou campeão com a vitória por 3 a 2. Empresários da região e patrocinadores ligados à Prefeitura do município ainda ofereceram mais 20 profissionais, totalizando mais de 30 pessoas na equipe.
Uma derrota para o Flamengo sela a queda alviverde. Em caso de empate, Bahia ou Portuguesa tem de perder. Se vencer, Lusa ou Tricolor baiano não podem triunfar.
Até dois seguranças só para Tirone
Cobrado recentemente por não acompanhar a equipe em alguns jogos, o presidente Arnaldo Tirone alegou que não fez parte da delegação em certos momentos para “não dar trabalho aos seguranças”.
Em Volta Redonda (RJ) até dois profissionais serão exclusivos para proteger o mandatário. O vice-presidente Roberto Frizzo também receberá o mesmo tratamento.
– Trabalhamos da mesma forma com Tirone, Frizzo e qualquer diretor que esteja junto da equipe nas partidas – declarou Faustino Caputo, diretor de segurança do clube.
Durante a partida contra o Flamengo no Raulino de Oliveira, no domingo, até dois homens ficarão na porta da cabine em que os dirigentes assistirão ao confronto.
Segundo Caputo, nenhum segurança do Verdão faz proteção individual aos atletas. Se existe, o serviço é feito por fora.
Casos recentes de violência no clube
Loja incendiada
Na madrugada do último domingo para segunda, a loja oficial do Palmeiras, no Palestra Itália, foi incendiada por torcedores revoltados com a derrota para o Fluminense. Horas antes disso já houvera a pichação “Acabou a paz!” na porta. O local passa por reformas e será reaberto apenas na próxima semana.
Bombas no CT
Durante a madrugada do último dia 5, bombas caseiras foram arremessadas no estacionamento da Academia de Futebol. Na tarde anterior o Palmeiras só havia empatado em 2 a 2 com o Botafogo em Araraquara (SP), o que diminuiu as chances de escapar da Série B. Para não terem os seus carros danificados por vandalismo, atletas mudaram o local onde estacionam seus veículos no CT.
Brigas e pichações
Pichações são frequentes a cada derrota do Palmeiras. Insultos aos jogadores e até ameaça de morte a Arnaldo Tirone já foram o tom das mensagens nos protestos. O clima também está exaltado entre sócios e conselheiros. Em outubro, houve três brigas na sede social, com direito a cadeirada e agressões. Até uma arma de fogo foi encontrada durante uma dessas confusões no clube.