A situação de Marcos Assunção é um dos assuntos que a diretoria do Palmeiras precisa resolver neste fim de ano, no período de reconstrução para a próxima temporada. O capitão alviverde tem contrato apenas até dezembro e ainda não definiu o que fará em 2013, mas o presidente Arnaldo Tirone tem convicção da permanência do meio-campista por mais um ano.
"Nós já tínhamos iniciado uma conversa de renovação, mas, no decorrer disso, ele se machucou e foi operado. Na ocasião, partiu dele a ideia de só voltar a conversar quando estivesse de novo nos jogos. Ele disse que era melhor se sentir novamente em condições de jogar, mas deixou claro que quer encerrar a carreira no Palmeiras e que ama este clube. Se depender de nós e ele estiver em condições, vai continuar", afirmou o mandatário.
No início desta temporada, Assunção declarou que seu plano era de abandonar os gramados em dezembro. Porém, no transcorrer do ano, o volante repensou seu futuro e ficou em dúvida, cogitando atuar também em 2013. Durante todo o tempo, o discurso sempre foi de que o único clube que pode defender se adiar a aposentadoria é o próprio Palmeiras.
Em vez de intimidá-lo, o rebaixamento à Série B pode ser um motivo a mais para Marcos Assunção renovar o vínculo, com a missão de ajudar a equipe a retornar à elite nacional. Admirador do atleta, Tirone ainda elogiou a disposição do volante nesta reta final do Brasileirão, mesmo com as fortes dores no joelho direito.
"Ele voltou 20 dias antes de terminar sua recuperação e disse que ajudaria o time mesmo que fosse para estourar o outro joelho", ponderou o presidente. Assunção chegou a jogar no sacrifício neste campeonato e acabou vetado da partida contra o Flamengo, mas viajou por conta própria a Volta Redonda para ficar ao lado do time nos bastidores da partida que decretou o rebaixamento.