Caio Carrieri e Guilherme Cardoso - 13/12/2012 - 06:25 São Paulo (SP)
O Palmeiras faz contas para tentar buscar no mercado a maioria dos nomes de “referência” pedidos por Gilson Kleina para 2013. Mas, pelo panorama atual, é incerta a permanência da principal liderança do elenco: Marcos Assunção, cujo contrato vigente se encerrará em 31 de dezembro.
Inicialmente dada como fácil pela identificação do volante com o clube, a negociação está emperrada. Em agosto, o Verdão procurou o capitão de 36 anos para estender o vínculo, mas uma cirurgia no joelho direito no mesmo mês fez o jogador pedir para adiar as conversas. O então iminente rebaixamento da equipe no Brasileiro e um novo problema no local operado postergaram novamente as tratativas na reta final da competição.
Na semana passada, as partes retomaram o assunto, mas não conseguiram avançar na questão. Empresário de Assunção, Ely Coimbra reuniu-se com dirigentes palmeirenses na Academia e, desde então, não obteve resposta sobre uma valorização para o volante.
– Continuo no aguardo de uma posição. Passamos a ideia que Marcos quer mesmo ficar no Palmeiras e os valores. Uma negociação é uma troca de posições. Já coloquei a minha e a de Marcos, que pretende permanecer. Mas até agora ninguém do clube não me sinalizou nada – disse ao LANCE!Net.
O vice-presidente Roberto Frizzo repete a postura recente da diretoria de se blindar e deixar a posição do clube para o veículo oficial.
– Cada um fala o que está no coração ou na alma. Qualquer notícia será publicada no nosso site.
Coimbra já admite a procura – por enquanto sondagem, sem proposta formal – de outros clubes do futebol brasileiro por Assunção.
– Quanto mais tempo demora, mais há tempo de outras equipes me telefonarem. Não posso impedir as ligações dos outros clubes. É natural esse interesse – disse.
Marcos Assunção está em viagem de férias com a família e deixou as tratativas a cargo do seu empresário. A comitiva palmeirense pode ficar sem seu capitão.