Apesar de os dirigentes do Boca Juniors terem definido que não cederão mais por Riquelme, que está com seu contrato válido até julho de 2014 suspenso, a possibilidade de o ídolo voltar ao clube argentino é grande. Tanto que Arnaldo Tirone valoriza Valdivia como compensação para um possível fracasso na negociação com o meia.
"Na Libertadores, você precisa de mais experiência. E já temos o Valdivia, que joga na mesma posição do Riquelme. O Riquelme interessa ao Palmeiras, mas precisamos ver que não é fácil trazê-lo. Precisamos de uma estrutura para isso", disse o presidente do Palmeiras à Fox Sports, comparando o chileno que só jogou duas Libertadores a um tricampeão da competição.
A declaração, contudo, tem o tom de compensação realmente, até porque o dirigente sabe que dificilmente o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube aprovaria a contratação de Riquelme. "Ele é um grande nome, conhecido mundialmente, tem muita qualidade, mas também temos o Valdivia. Precisamos analisar direitinho as posições mais necessitadas para montar um elenco para todos os campeonatos."
A posição mais carente é a zaga, que não conta mais com os dispensados Thiago Heleno, Leandro Amaro e Wellington e tem Henrique recém-recuperado de lesão, sobrando só Mauricio Ramos e o garoto Luiz Gustavo, que Gilson Kleina pretendia usar na lateral direita. Mas o técnico já ficará frustrado se Riquelme não vier, já que cogitava deixar Valdivia na reserva do argentino.Um dos principais entraves no Verdão é que qualquer contratação depende da aprovação do COF, tirando poder de Tirone, do vice-presidente Roberto frizzo e do gerente de futebol César Sampaio - que promete seguir trabalhando até as eleições do dia 21 mesmo com seu contrato acabando na segunda-feira. Por isso, nomes como o do atacante uruguaio Cauteruccio, do Quilmes, da Argentina, estão praticamente descartados.
"A ideia é colocar na mesa os nomes que queremos sem onerar o clube. Tenho menos de um mês de mandato com uma responsabilidade muito grande de não errar", disse Tirone, dizendo estar atento a renovação de Marcos Assunção, irritado com a demora por uma resposta na prorrogação do vínculo que se encerra na segunda-feira. "Vamos fazer um esforço para manter o Marcos Assunção. Ele tem vontade de jogar no Palmeiras em 2013 e fez uma contraproposta com um valor padrão para renovar, mas estamos conversando com o empresário dele. Faremos de tudo para ele continuar."
Mas "fazer de tudo" não foi necessário para evitar a queda à segunda divisão. Dessa forma, só resta acreditar em nomes que decepcionaram, como Valdivia. "Ele tem um problema físico, de contusão, mas, se render seu futebol, indiscutivelmente é um dos melhores do Brasil. Com ele, o time joga com outra dinâmica. Ele tem condições de continuar no Palmeiras e está consciente de que pode render mais", apostou Tirone.
"O dever do Palmeiras é analisar qualquer proposta que chegar, mas acho difícil algum time pagar o preço do Valdivia. Acreditamos muito nele ainda, espero que faça um 2013 muito bom", prosseguiu o presidente, com mais sinceridade. "O torcedor pode ficar tranquilo porque o Palmeiras pode ter um 2013 muito bom", tentou convencer.