Responsável por comandar a parceria entre Palmeiras e Parmalat na década de 1990, José Carlos Brunoro não acredita na salvação do clube no Campeonato Brasileiro. "A não ser por um milagre", conforme ele disse durante participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.
Nem mesmo a arrancada que livrou o Fluminense (hoje líder do Brasileirão) da queda à Série B em 2009 serviu de exemplo para Brunoro. "Já vimos o Fluminense ganhar seis jogos seguidos, mas agora não depende só do Palmeiras. Acho muito difícil. Ainda há um grau de ansiedade grande", lamentou o atual diretor executivo do Audax.
Para Brunoro, o Palmeiras precisa recorrer ao amparo de um psicólogo para animar os seus jogadores nas últimas quatro rodadas. "Precisa existir um trabalho psicológico. O ambiente do clube também não favorece. Com a ansiedade, os caras correm como loucos para tentar resolver o problema, mas sem um padrão. Acho muito difícil", repetiu, em tom bastante crítico.
"As contratações foram completamente falhas. Não houve comando de dirigentes e de comissão técnica. Olhem o caso do Valdivia. É impossível manter um jogador que atua em uma partida e fica fora de quatro. É preciso vendê-lo", atacou Brunoro.