A noite desta terça-feira só não foi perfeita para o Palmeiras por conta de uma jogada de Vásquez que Artur acabou desviando nas redes de Bruno. O gol contra do lateral direito diminuiu a vantagem do time, que bateu o Millonarios por 3 a 1 pela Copa Sul-americana.
"Vacilamos. Eu mesmo vacilei, dei um toquinho na bola. Mas faz parte. Agora é descansar porque tem um clássico no sábado", falou Artur, logo falando no compromisso do fim de semana diante do São Paulo, no Morumbi, pelo Brasileiro. Mas seus colegas deixaram o campo lamentando bastante sua infelicidade no lance.
"Era para não tomarmos gol. Mas o importante é que ganhamos, vamos ver lá na Colômbia o tamanho da vantagem", disse Valdivia. "Levamos um gol dentro de casa, que conta muito. É procurar ter cautela e marcar um lá para aumentar a nossa vantagem", comentou Obina.
O peso do gol do Millonarios em São Paulo ficou claro na primeira frase de Gilson Kleina em sua entrevista coletiva. "O bom placar é não tomar gol." A lamentação é principalmente pelo fato de a equipe ter conseguido segurar o ataque colombiano e, já aos 39 minutos do segundo tempo, ser vazado - o gol de Luan, três minutos depois, minimizou o problema.
Apesar de Bruno ter sofrido gol, a vantagem palmeirense é considerável para chegar às quartas de final da Sul-americana. No jogo do dia 23, na Colômbia, pode perder por um gol de diferença ou até por dois caso balance as redes adversárias mais de uma vez. Novo 3 a 1 leva a definição do classificado para os pênaltis.
"É uma vantagem importante. Cada gol que fizermos lá, a vantagem vai ampliar e muito. Na Colômbia, eles tentarão ser mais agressivos, e será a hora de sermos inteligentes", imaginou Kleina, bastante satisfeito com o que viu de seu time misto.
Por opção do treinador, Thiago Heleno e Marcos Assunção foram poupados e Valdivia iniciou o jogo no banco - Barcos ficou fora para defender a seleção argentina. "Em momento nenhum deixamos de jogar. Nós nos posicionamos para não trazer o adversário para cima, procuramos a vitória", analisou.
"Com as trocas que fizemos usando muitos que não vinham jogando ou vinham de lesão, não jogamos com a intensidade que pretendíamos, mas cadenciamos, trabalhamos bem a bola. Foi importante ter tranquilidade contra uma equipe que se fecha muito e opta pela marcação", enalteceu.