quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Kleina falha ao buscar vaga e se surpreende com derrota "elástica"

Gilson Kleina optou por poupar Mauricio Ramos, Henrique e Marcos Assunção até da viagem para Bogotá, deixou Luan e Betinho na reserva e optou por ter um jogador a menos no banco. Mesmo assim, argumenta ter armado o Palmeiras para ir às quartas de final da Copa Sul-americana. Mas se surpreendeu com a derrota por 3 a 0 para o Millonarios após ter vencido por 3 a 1 no Pacaembu.

"Eu não esperava um resultado tão elástico, esperava a classificação", comentou o treinador, eliminado em sua primeira participação em um torneio internacional na carreira. Nas próximas oportunidades, que pode ser a Libertadores de 2013 caso siga no clube, precisará adotar táticas melhores.

O técnico baseou seu esquema apostando que Patrik e Márcio Araújo dariam conta de marcar Ortiz e Candelo, mas ambos tiveram liberdade, tanto que o primeiro fez gol e o segundo foi um dos destaques do jogo. Para piorar, Artur, Thiago Heleno, Leandro Amaro e Juninho foram facilmente vencidos pela velocidade de Rentería e Cosme e ainda cederam espaço para os laterais Ochoa e Martínez avançarem.

"O Millonarios foi mais competente, competiu mais e encaixou o seu jogo. Precisávamos de marcação mais forte nos meias e tínhamos jogadores mais leves. Optamos por uma situação que deu certo até o momento em que tomamos o gol", disse Kleina, aparentemente ignorando a pressão sofrida até Ortiz abrir o placar aos 34 minutos do primeiro tempo.

O time voltou do intervalo com Luan no lugar do inútil Mazinho e, depois, Obina na vaga do pesado Daniel Carvalho. "Posicionei um atacante a mais para segurar um deles na defesa, mas não foi suficiente. Aí veio o pênalti e a equipe começou a perder um pouco a cabeça", comentou o técnico, lembrando do gol de pênalti de Rentería aos 15 minutos do segundo tempo.

Quando Ochoa fez o terceiro, aos 31, o treinador trocou Patrik por Betinho e só não terminou o jogo com três centroavantes - Barcos atuou a partida inteira - porque Betinho foi expulso após ficar seis minutos em campo. "Se você tem que descaracterizar a equipe, administrar situações, trocar vários jogadores, o padrão fica condenado", argumentou.

A lamentar, a baixa produção ofensiva, até pela escolha de Daniel Carvalho, em má forma física e técnica, como armador. "Mesmo quando tomamos o terceiro gol, jogávamos por um gol. E falamos isso já na Palestra: jogamos aqui por um gol. Mas tivemos uma ou duas chances criadas, e individualmente, sem jogadas coletivas. Foi pouco", constatou Kleina.