Gilson Kleina assumiu um elenco dividido entre jogadores que estavam ‘órfãos’ de Luiz Felipe Scolari e outros que não suportavam mais o estilo de seu antecessor. Em menos de duas semanas de trabalho, porém, o técnico conseguiu três vitórias, cada uma delas com três gols feitos. E aponta a vontade dos comandados como explicação da melhora.
"Essa sequência positiva passa muito mais por talento e qualidade e porque os jogadores estão querendo. O verbo é querer até o final", disse o treinador após seu último sucesso: aplicar 3 a 1 no Millonarios pela Copa Sul-americana, mesmo placar de suas estreia diante do Figueirense - no sábado, ainda fez 3 a 0 na Ponte Preta.
Com a evolução sob o comando do novo chefe, o time tem chance de sair da zona de rebaixamento já na próxima rodada, caso Coritiba e Sport tropecem e o Verdão vença o São Paulo no Morumbi, e deu grande passo para ir às quartas de final da Sul-americana, pois pode perder por até dois gols de diferença na Colômbia se balançaar as redes adversárias mais de uma vez.
Evolução que o técnico, com perfil de psicólogo, insiste em atribuir aos seus comandados. "O segredo é o fruto do trabalho. Os jogadores entenderam que podemos jogar. A atitude de acreditarem que podemos desenvolver com talento no campo adversário deixa tudo mais fácil", apontou.
Kleina, contudo, evita críticas a Felipão - ao se apresentar, o técnico admitiu que só foi contratado porque a equipe luta contra o rebaixamento. Mas a postura mais ofensiva, com marcação no campo adversário e gols antes dos 15 minutos do primeiro tempo, deixa claro que o Palmeiras, agora, é outro.
"Não faço nenhuma analogia de trás para cá. Sempre enalteci a qualidade de quem estava aqui. Mas hoje valorizamos mais a posse de bola, tentamos ser mais agressivos no campo adversário, elevamos a marcação um pouco mais", pontuou o treinador.
O chefe, entretanto, faz seguidos alertas de que a meta ainda está longe de estar atingida - o Verdão segue na antepenúltima colocação do Brasileiro. "Vou continuar sempre com os pés no chão. A euforia não pode acontecer porque estamos pensando jogo a jogo. Temos que comemorar em dezembro", projetou.