Caio Carrieri
Fabricio Crepaldi
Publicada em 03/07/2012 às 08:00
São Paulo (SP)
“Estou doido para voltar a jogar no Brasil e fazer gols pelo Palmeiras”. Foi dessa maneira que Obina reagiu, segundo relatos dos envolvidos na negociação, ao saber do acerto entre o Alviverde e o Shandong Luneng, clube chinês que irá emprestá-lo ao Verdão até dezembro. Faltam questões burocráticas para a oficialização.
O centroavante é aguardado no Palestra Itália entre o fim desta semana e o início da próxima para a realização de exames médicos e assinatura do contrato, se não houver nenhum problema nas avaliações.
Os representantes de Obina tentam agilizar a viagem a tempo de ele assistir à final da Copa do Brasil, contra o Coritiba, na quinta, em Barueri. Mas dizem que a possibilidade é remota. O jogador espera receber um dinheiro do clube chinês antes e tem de resolver outros empecilhos antes de embarcar para o Brasil.
As equipes chegaram a um acordo na noite do último sábado. Os chineses receberão 300 mil dólares (R$ 620 mil). O Eleven Fund Investment, fundo financeiro de Dubai, bancará as cifras. O preço de 1 milhão de dólares (cerca de R$ 2 milhões) foi fixado entre os clubes caso o Palmeiras queira comprá-lo no fim do ano.
Em troca, o fundo poderá colocar um jogador no Verdão – a ser usado como vitrine – ou pegar parte dos direitos de algum outro jogador.
Rafael Martins, empresário que negociou diretamente com o gerente César Sampaio, afirma que é questão de tempo para a oficialização.
– Os clubes estão trocando documentos. Só falta a parte burocrática de uma negociação normal mesmo. Tem 99% de chance de tudo ser concretizado – disse, ao LANCENET!.
Sampaio ainda é cauteloso.
– Falta acertar detalhes, mas a coisa está caminhando bem. Enquanto não fizer exames e não assinar o contrato, não anunciaremos.
Confira um bate-bola com Sampaio
L!: Já está tudo acertado com Obina mesmo ou ainda falta algo?
Ainda não tem nada certo, nos surpreendemos quando vimos as notícias. Isso gera uma expectativa na torcida e fica ruim se não acontece, como com Ronaldinho, que até queriam nos processar. É irresponsável de nossa parte gerar expectativa e não atendermos isso.
L!: Mas está perto do acerto?
Esperamos que sim. Em uma negociação, 99% não quer dizer que está certo. Um detalhe pode mudar tudo. Temos de ter prudência. Estamos conversando com ele desde novembro, quando puder falar vamos falar. Foi assim com Barcos, disseram que fomos amadores de colocá-lo para treinar. Por antecipar algo acabam nos colocando dessa forma. Então vamos esperar.
L!: Com a possível chegada de Obina, agora vão atrás de um volante?
A gente atende as solicitações da parte esportiva. Tivemos essa grata surpresa que foi Henrique jogando no meio, então a prioridade é o atacante. A gente funciona de acordo com o que a comissão pede e tentamos atender a esses desejos.
L!: Se contratar Obina, então, o elenco estará fechado?
Difícil falar que o elenco fechará se ele vier, porque se aparecer um jogador diferenciado com uma situação boa, que seja factível, vamos sempre analisar com carinho. Não dá para dizer se fecha o grupo.