De olho neste confronto, o Goal.com faz uma análise das trajetórias das duas equipes na 2ª maior competição nacional do calendário dos clubes, bem como destrincha seus capitães, destaques e relembra um marcante confronto entre os dois times.
| O CAMINHO DO CORITIBA | |
| Nacional (AM) - fora | 0x0 |
| Nacional (AM) - casa | 2x0 |
| ASA - fora | 0x1 |
| ASA - casa | 3x0 |
| Paysandu - casa | 4x1 |
| Paysandu - fora | 1x0 |
| Vitória - fora | 0x0 |
| Vitória - casa | 4x1 |
| São Paulo - fora | 0x1 |
| São Paulo - casa | 2x0 |
Em sua casa sim, o Coxa foi muito bem. Foi no seu estádio que o time paranaense foi sobrevivendo na competição - nunca sofrendo mais do que 1 gol em uma única partida e sempre marcando 2 ou mais.
O Couto Pereira foi e é o grande amuleto Coxa-Branca para se sagrar campeão da 2ª maior competição nacional do calendário, a qual dá vaga na Libertadores do ano que vem. Lá, foram 5 jogos: 15 gols marcados (média de 3 por jogo) e apenas 2 sofridos.
Os paranaenses, nesta caminhada, conseguiram reverter ainda duas derrotas. Uma para o ASA e outra para o São Paulo, já na semifinal. Ambas por 1 a 0.
As "viradas" mantiveram o sonho do Coritiba em sagrar-se campeão da Copa do Brasil. Pela 2ª vez consecutiva a equipe de Marcelo Oliveira chega à decisão e, assim como no ano passado, o primeiro confronto será fora de casa.
Agora, o grande objetivo é não cair nos mesmos detalhes que deixaram o Coxa com o vice-campeonato em 2011. Na ocasião, o Coritiba perdeu fora de casa e, por não ter marcado gols, acabou não conseguindo reverter o placar, mesmo vencendo o 2º jogo (o critério de desempate da Copa do Brasil privilegia quem marca gols fora de casa).
Marcelo Oliveira terá que saber conter o Palmeiras e/ou fazer seus comandados balançarem a rede, o que não tem sido uma tarefa fácil até o momento. Longe de seu domínio, o time paranaense só marcou um gol. Em contrapartida, concedeu apenas dois.
| O CAPITÃO - Tcheco | |
| Com 36 anos, de longe o mais velho do grupo, Tcheco é o símbolo de experiência de sua equipe. Ele participou de 6 partidas (5 como titular) nesta campanha e balançou as redes em 3 ocasiões (contra o ASA e nas duas partidas diante do Paysandu). O meio-campista estava presente na campanha de 2011, na qual o Coxa foi vice-campeão da Copa do Brasil. | |
| O DESTAQUE - Everton Ribeiro | |
| Everton Ribeiro tem apenas 23 anos, mas experiência não falta na Copa do Brasil. O jogador já foi duas vezes vice-campeão desta competição. A primeira foi em 2008, com o Corinthians, e a segunda no ano passado, com o Coritiba, time que defende pela 4ª temporada consecutiva, já tendo vencido o Campeonato Paranaense em duas ocasiões. O meio-campista atuou em 8 partidas (6 delas como titular), tendo marcado 4 gols. É o artilheiro do Coxa ao lado de Anderson Aquino. | |
CORIhTIB
| O CAMINHO DO PALMEIRAS | |
| Coruripe-AL - fora | 1x0 |
| Coruripe-AL - casa | 3x0 |
| Horizonte-CE - fora | 3x1 |
| Não houve jogo de volta (venceu por 2 gols de diferença) | ---- |
| Paraná - fora | 2x1 |
| Paraná - casa | 4x0 |
| Atlético-PR - fora | 2x2 |
| Atlético-PR - casa | 2x0 |
| Grêmio - fora | 2x0 |
| Grêmio - casa | 1x1 |
Depois, com uma vitória por 3 a 0, em casa, diante do Coruripe-AL, classificou-se para pegar o Horizonte-CE.
Contra do time cearense, um desempenho muito abaixo do desejado, mas uma classificação antecipada garantida. Os comandados de Felipão sairam perdendo, mas - com sacrifício - conseguiram reverter o placar e triunfar por 3 a 1.
Um fato que chama bastante a atenção na trajetória do Alviverde Paulista é a invencibilidade - pelo menos até o momento - na Copa do Brasil. Mas quase sempre com um futebol questionável, a não ser no confronto de volta diante do Paraná.
Contra o Grêmio, na semifinal, o Verdão não foi bem, mas venceu por 2 a 0 no Olímpico, com dois gols marcados após os 40 minutos do 2º tempo. Esse jogo é um bom exemplo deste futebol executado pelos paulistas.
Se não convence na forma de jogar, o Palmeiras pode orgulhar-se de ter números mais do que satisfatórios: marcou 20 gols e sofreu apenas 5, em 9 partidas disputadas.
O título da Copa do Brasil é fundamental para apaziguar o conturbado ambiente que vive o Palmeiras há tempos. Após ter sido muito questionado por torcida e até mesmo por membros da diretoria, bem como o elenco, Felipão tem a oportunidade de colocar o Verdão na principal competição da América, a Libertadores. Se deixar para o Brasileiro, a missão será bem mais complicada.
| O CAPITÃO - Assunção | |
| O cara do Palmeiras tem nome e sobrenome: Marcos Assunção. Detentor de um potente, inconfundível e temível chute, ele é o dono de todas as bolas paradas e dor de cabeça dos goleiros que enfrenta. Aos 35 anos, com experiência de sobra, o volante é imprescindível na equipe e joga sempre que possível. Nesta Copa do Brasil, atuou em 8 partidas (todas elas como titular, tendo sido substituído em apenas uma). Marcou dois gols e é uma das esperanças palmeirenses. | |
| O DESTAQUE - Barcos | |
| Contratado junto à LDU, do Equador, Hernán Barcos está no Palmeiras desde o início do ano e chegou ao clube para resolver o problema no ataque, que não contava com nenhum centroavante de ofício. E tem conseguido. Só nesta Copa do Brasil ele já anotou 4 gols e é o artilheiro isolado do time. Se for decisivo na decisão, o argentino de 28 anos pode cair de vez nas graças da torcida palmeirense, que não comemora um título de expressão há bastante tempo. | |
| ÚLTIMO ENCONTRO NA COPA DO BRASIL |
Não tem como falar de Coritiba e Palmeiras na Copa do Brasil e não lembrar do vexame palmeirense no ano passado. No Couto Pereira, os comandados de Felipão sofreram um impiedoso revés de 6 a 0 para os jogadores de Marcelo Oliveira. Naquela ocasião, os gols foram marcados por Emerson, Davi, Léo Gago, Bill, Geraldo e Anderson Aquino.
Assim como os técnicos, muitos dos jogadores que participaram daquele confronto do dia 5 de maio de 2011, nas quartas-de-final da competição, permanecem nos times. Eles negam que haja um clima de revanche, mas é certo que o Palmeiras vai querer "revidar" e, por ser uma final, tem uma ótima chance de apagar de vez aquela vergonha. Ou piorá-la.