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Celso Paiva Direto do Rio de Janeiro (RJ)
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Dassler Marques Direto do Rio de Janeiro (RJ)
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Fábio de Mello Castanho Direto do Rio de Janeiro (RJ)
Desordem. Polêmica. Jogadores convocados na semana da partida. Hino Nacional interrompido. Ao contrário da aguardada decisão da Copa das Confederações do próximo domingo, o último Brasil x Espanha teve bem mais ingredientes fora que dentro de campo, onde terminou no 0 a 0. Realizado em Vigo, na Galícia, marcou o aniversário de 100 anos da Real Federação Espanhola em novembro de 1999, mas também uma série de discórdias em relação à CBF.
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A começar pela marcação de jogos paralelos: a Seleção Pré-Olímpica, em jornada que visava os Jogos de Sidney, viajou até a Austrália. Com direito a Vanderlei Luxemburgo, então treinador também da equipe principal, e de Ronaldo, astro maior e de presença prometida pelos organizadores, sobretudo a Nike. A sensação, para os espanhóis, é de que o amistoso de Vigo estava em segundo plano.
Então auxiliar técnico de Luxemburgo, Candinho foi responsável pelo comando e utilizou a base que havia vencido a Copa América. Zetti e Marcos, os goleiros, se apresentaram ao grupo na antevéspera do amistoso. A ausência de Ronaldo e a preparação dos brasileiros geraram críticas na imprensa espanhola, irritada pela desordem apesar do pagamento de R$ 2 milhões por cota à CBF. Até mesmo o Hino Nacional, marca da Seleção da Copa das Confederações, foi interrompido naquela noite depois de poucos segundos. Zé Roberto, por sinal, reclamou.
Em campo, a Espanha tentava se recuperar de traumática eliminação pela primeira fase da Copa do Mundo anterior, e dominou as ações. Segundo relatos da época, Raúl González foi o melhor em campo de um Brasil que precisou da sorte – e de Marcos – para não perder. Teve, já perto do fim, bola na trave com Marcos Assunção. E mais polêmicas com a pré-olímpica...
Sem o calendário como dos tempos atuais, havia uma cota que permitia seis convocações de Ronaldo por ano, e a Inter de Milão foi à Fifa pelo sétimo chamado. Venceu a causa e Ronaldo, prometido aos australianos, precisou deixar o País e retornar para a Itália. Luxemburgo reclamou: “faltou atitude dele”. Constrangidos, os organizadores abriram os portões para os torcedores. E a exemplo do que havia ocorrido na Espanha, também crucificaram a CBF.
Confira as escalações das equipes em 13 de novembro de 1999:
Espanha: Molina; Michel Salgado, Paco, Abelardo e Sergi; Guardiola, Luiz Enrique (Mendieta) e Valerón (Engonga); Etxeberria (Urzaiz), Morientes (Munitis) e Raúl González (Alfonso Perez). Treinador: José Antonio Camacho
Brasil: Marcos; Cafu, Antonio Carlos, Aldair e Roberto Carlos; Emerson, Marcos Assunção, Zé Roberto (Giovanni) e Rivaldo (Zé Elias); Elber e Sonny Anderson (Jardel). Treinador: Candinho
Árbitro: René Temmink (Holanda)
Estádio: Balaídos, em Vigo (Espanha)
Veja imagens do confronto disputado em Vigo no ano de 1999:
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Últmo duelo entre Brasil e Espanha, grande final da Copa das Confederações, aconteceu em 1999, em amistoso comemorativo pelos 100 anos da Real Federação Espanhola (RFEF). goleiro Marcos, do Palmeiras, foi titular no confronto e teve atuação destacada Foto: Getty Images -
Enquanto Candinho era o comandante brasileiro - na época Lixemburgo realizava amistoso em Sidney com a equipe olímpica -, o treinador espanhol foi José Antônio Camacho Foto: Getty Images -
Equipe que participou do confronto no Estádio Balaídos, em Vigo (Espanha), foi bastante similar a que havia vencido a Copa América; Elber, que na foto disputa com Valeron, fez dupla de ataque com Sonny Anderson Foto: Getty Images -
Amistoso tinha bons jogadores dos dois lados, como o meia espanhol Etxeberria (foto), mas terminou empatado em 0 a 0 Foto: Getty Images -
Agora o treinador mais desejado no futebol mundial, Josep Guardiola (foto) comandou o meio campo da seleção espanhola no duelo disputado em 1999, que foi marcado por polêmicas fora de campo Foto: Getty Images -
Ex-presidente da Fifa, João Havelange compareceu ao duelo na Espanha; CBF foi muito criticada pela imprensa do país europeu pelo pouco caso que fez do jogo, que não contou com o atacante Ronaldo Foto: Getty Images -
Então no Barcelona, o atacante Luis Enrique ajudou a Espanha a dominar o confronto, mas esbarrar no azar e em boa partida do goleiro palmeirense Marcos Foto: Getty Images -
O atacante Fernando Morientes era outro bom nome da seleção europeia; na imagem, o jogador disputa lance com Marcos Assunção, que no fim do jogo quase abriu o placar, mas acertou a trave da Espanha Foto: Getty Images -
Um dos maiores atletas da história da seleção da Espanha, Raúl González, então no auge com o Real Madrid, foi eleito o melhor jogador da partida amistosa disputada na cidade de Vigo Foto: Getty Images -
Também no auge com o Real Madrid, o lateral Roberto Carlos era a principal estrela brasileira no confronto que não contava com o atacante Ronaldo; na imagem, o ex-jogador trava disputa com o companheiro de clube Michel Salgado, que havia acabado de desembarcar na equipe de Madri Foto: Getty Images -
Seleção Brasileira foi composta por Marcos; Cafu, Antonio Carlos, Aldair e Roberto Carlos; Emerson, Marcos Assunção, Zé Roberto (Giovanni) e Rivaldo (Zé Elias); Elber e Sonny Anderson (Jardel). Treinador: Candinho Foto: Getty Images
Últmo duelo entre Brasil e Espanha, grande final da Copa das Confederações, aconteceu em 1999, em amistoso comemorativo pelos 100 anos da Real Federação Espanhola (RFEF). goleiro Marcos, do Palmeiras, foi titular no confronto e teve atuação destacada
Foto: Getty Images
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