sexta-feira, 14 de junho de 2013

Funcionários de TV pública da Grécia mantêm ocupação de sede da emissora

14 de Junho de 201306h04

Os funcionários da emissora pública de rádio e TV da Grécia, "ERT", mantêm a sede central ocupada nesta sexta-feira pelo terceiro dia consecutivo e retransmitem sem permissão um programa informativo contínuo graças ao sinal facilitado por outros canais.

Os canais e plataformas que possibilitam esta transmissão decidiram ignorar a ordem do ministro das Finanças, Yannis Sturnaras, que em um e-mail os ameaçou ontem com sanções se não interrompessem este ato "ilegal".

Entre os veículos que estão retransmitindo a programação da "ERT" está o sinal fornecido pela União Europeia de Radiodifusão (EBU).

O anúncio de Sturnaras causou alvoroço não só entre os meios de comunicação e na oposição, mas dentro da própria coalizão governamental, cujos membros menores protestaram contra o fechamento da "ERT" e ontem pediram ao ministro que retirasse a ameaça de sanções.

Todos os meios de comunicação, tanto imprensa escrita como rádios e televisões, estão hoje em greve e a única informação que se divulga através de seus sites é o sinal da "ERT" e informações relacionadas com a emissora.

Sturnaras defendeu ontem com veemência a decisão "valente" de fechar a emissora pública para que se possa criar uma nova e afirmou que "não há modernização sem conflitos".

O ministro solicitou à Procuradoria de Atenas que averigúe todos os casos de corrupção na "ERT", onde durante anos se estabeleceu uma "casta" de profissionais com salários astronômicos amparada pelos governos de momento e pela recomendação dos partidos.

Um deputado do partido social-democrata Pasok, um dos três membros da coalizão governamental, lembrou ontem a Sturnaras que foi o seu partido que apresentou em 2011 um projeto de reforma da emissora sem que nenhuma atitude fosse tomada na época.

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