29 de Junho de 2013•04h22 • atualizado às 04h26
Um tribunal da Malásia condenou Tunku Qadir - um membro da família real malaia do Estado de Johor - a quatro anos de prisão pelo assalto a residência de um boxeador da seleção nacional, informou neste sábado a imprensa local.
O tribunal de distrito de Johor, no sul da Malásia, considerou Tunku Qadir e outros dois cúmplices com culpados de terem invadido a casa de Farkhan Haron, ganhador de uma medalha de ouro para a Malásia no boxe durante os Jogos do Sudeste Asiático em 2009.
Os outros dois condenados receberam a mesma pena pelo crime cometido em maio de 2012.
Segundo a sentença do juiz, os criminosos atacaram o boxeador e quebraram sua mandíbula com pedaços de ferro e madeira, além de feri-lo com uma espada samurai. As lesões impossibilitaram o atleta de competir nos Jogos Olímpicos de Londres.
Os três condenados foram levados para a prisão e esperam que seus advogados solicitem a liberdade provisória, mediante o pagamento de fiança, ao Tribunal Superior de Justiça para prepararem o recurso da decisão, disse o jornal The Star.
Desde a independência da Malásia do Reino Unido, em 1957, 14 monarcas passaram pelo trono malaio.
A Constituição da Malásia estabelece que o rei, que ostenta o cargo de máximo chefe das Forças Armadas e cuja principal função é representar o país em eventos oficiais, é nomeado a cada cinco anos entre os nove sultões da Malásia de forma rotatória.
Durante o mandato do ex-primeiro-ministro Mahathir Mahamad, que governou o país de 1976 até 1981, os nove sultões foram destituídos de alguns de seus poderes e privilégios.
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