sábado, 15 de junho de 2013

Reformista Rohani ultrapassa 50% dos votos em resultados parciais

O único candidato reformista moderado nas eleições presidenciais do Irã, Hassan Rohani, mantém a vantagem sobre os seus rivais ultraconservadores e supera os 50% dos votos válidos necessários para ganhar as eleições no primeiro turno, segundo resultados parciais divulgados neste sábado pelo Ministério do Interior.

A emissora de televisão oficial iraniana em inglês, "PressTV", que cita fontes não identificadas, afirmou em seu site que a participação nas eleições presidenciais de ontem na República Islâmica esteve próxima de 80% dos 50,5 milhões de eleitores convocados.

Segundo os últimos dados oficiais do Ministério do Interior, Rohani tem 4.125.032 dos 8.050.738 de votos válidos apurados até o momento.

Em segundo lugar está o ultraconservador prefeito de Teerã, Mohamad Ggher Qalibaf, com 1.341.947 de votos nesta apuração parcial, seguido pelo também ultraconservador Said Jalili, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e principal negociador do programa nuclear iraniano, com 1.056.327.

Os outros dois candidatos ultraconservadores, o secretário do Conselho do Discernimento e ex-comandante do Corpo de Guardiões da Revolução, Mohsen Rezaei, conseguiu até agora 902.121 votos e o assessor do líder supremo e ex-ministro das Relações Exteriores, Ali Akbar Velayati, 521.097.

O sexto candidato, o tecnocrata Mohamad Gharazi, está longe do restante com somente 104.214 votos.

Caso sejam confirmados estes resultados no término da apuração, Rohani seria eleito no primeiro turno, o que representaria uma grande vitória para o candidato que conseguiu mobilizar o eleitorado de seu setor, desencantado após a forte repressão aos protestos e denúncias de fraude nas eleições de 2009.

Rohani, um clérigo pragmático que foi secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e negociador do programa nuclear, se transformou no candidato de consenso dos reformistas após a renúncia do outro candidato desse movimento, Mohamad Reza Aref, e teve o apoio dos ex-presidentes reformistas Akbar Hashemi Rafsanjani e Mohamed Khatami.

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