29 de Junho de 2013•02h28
Pelo menos dois terroristas islamitas morreram e outros cinco ficaram feridos durante um combate contra efetivos das forças governamentais no sul das Filipinas, publicou neste sábado a imprensa local.
O destacamento do exercito filipino estava na região realizando os trabalhos de busca e resgate de duas cineastas do país que foram sequestradas na semana passada por membros do Abu Sayyaf, grupo ligado à Al Qaeda.
Os guerrilheiros do grupo extremista atiraram contra o helicóptero em que estavam os militares na ilha de Jolo, no sul do arquipélago, na quinta-feira passada.
"Como resposta, um ataque aéreo foi lançado imediatamente causando duas vítimas mortais", informou em comunicado o porta-voz militar, José Cenabre.
Nadjoua Bansil, de 39 anos, e sua irmã Linda, de 35, foram vistas na ilha de Jolo pela última vez faz uma semana. As irmãs estavam gravando um longa-metragem sobre a comunidade agrícola muçulmana.
Elas eram conhecidas dos moradores da região depois que trabalharam com a comunidade muçulmana em vários filmes que documentam a difícil situação desta minoria nas Filipinas, um país com 93,5% de católicos em sua população.
Fundada em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, o Abu Sayyaf é uma filial da Yamaa Islamiya, o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático.
O grupo é considerado uma organização terrorista pelos governos das Filipinas e dos Estados Unidos e é acusado de ter perpetrado os ataques mais violentos dos últimos anos no arquipélago, além dos muitos sequestros de cidadãos locais e estrangeiros.
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