Ao todo 15 pessoas foram detidas por conta do protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, trem e metrô, que terminou em confronto entre policiais e manifestantes na noite desta quinta-feira, na avenida Paulista, na região central de São Paulo.
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A Polícia Militar informou que os detidos foram encaminhados para o 78º DP (Jardins). O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres, faz parte do grupo.
Pela estimativa policial, aproximadamente 2 mil pessoas participaram do protesto - a organização Passe Livre, que liderou a passeata, indicou que o evento reuniu cerca de 5 mil.
Nesta quinta-feira, os manifestantes fecharam a bifurcação entre as avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, na região do Terminal Bandeira, no centro de São Paulo, por volta das 19h, e interditaram as vias queimando caixotes e itens de sinalização de trânsito. Os manifestantes entraram no Terminal Bandeira e, de acordo com a PM, danificaram e picharam ônibus. A polícia então utilizou munições químicas, como gás lacrimogêneo, e balas de borracha.
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Protesto 'Se a tarifa aumentar São Paulo vai parar', contra o aumento das passagens de ônibus, trens e Metrô, terminou em confronto, no início da noite desta quinta-feira, em São Paulo Foto: Gabriela Biló / Futura Press -
De acordo com a Polícia Militar, os manifestantes fecharam a bifurcação entre as avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, na região do Terminal Bandeira Foto: Gabriela Biló / Futura Press -
Segundo a Polícia Militar, os manifestantes interditaram as vias queimando caixotes e itens de sinalização de trânsito Foto: Fabio Santos / Terra -
Os manifestantes entraram no Terminal Bandeira e, de acordo com a PM, danificaram e picharam ônibus Foto: Fabio Santos / Terra -
A PM utilizou munições químicas, como gás lacrimogêneo, e balas de borracha, para dispersar os manifestantes Foto: Gabriela Biló / Futura Press -
Segundo o grupo Movimento Passe Livre SP, que organizou o ato, o protesto reuniu 4 mil pessoas. Segundo a PM, o número é menor: 2 mil pessoas Foto: Fabio Santos / Terra -
O protesto se concentrou em frente ao Teatro Municipal, e saiu em passeata pela 23 de maio por volta das 18h Foto: Gabriela Biló / Futura Press -
De acordo com o Movimento Passe Livre, a PM reprimiu violentamente a manifestação, ferindo muitas pessoas Foto: Gabriela Biló / Futura Press -
Por conta do protesto, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomendou aos motoristas que evitassem trafegar por todo o eixo Centro-Paulista, já que o trânsito ficou lento no local Foto: Gabriela Biló / Futura Press -
Após o confronto na região do Terminal Bandeira, os manifestantes se encaminharam para a avenida Paulista. O trânsito no local precisou ser interditado Foto: Tercio Teixeira / Futura Press -
A polícia acompanhou a manifestação com helicóptero e está disparando bombas de gás lacrimogêneo Foto: Tercio Teixeira / Futura Press -
Após o confronto na região do Terminal Bandeira, os manifestantes se encaminharam para a avenida Paulista. O trânsito no local precisou ser interditado Foto: Tercio Teixeira / Futura Press
Protesto 'Se a tarifa aumentar São Paulo vai parar', contra o aumento das passagens de ônibus, trens e Metrô, terminou em confronto, no início da noite desta quinta-feira, em São Paulo
Foto: Gabriela Biló / Futura Press
Aumento de tarifa
As tarifas de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no domingo. A prefeitura informou que a proposta de reajuste, de 6,67%, foi enviada em 22 de maio à Câmara de Vereadores. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011.
Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota. A previsão é que haja pagamento de R$ 1,25 bilhão em subsídios ao sistema de ônibus em 2013.
A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) também alegou que o reajuste é menor que a inflação no período de janeiro de 2012 a maio de 2013, que foi de 7,2%. "Ao comprar uma passagem no Metrô, o passageiro tem acesso aos 74,3 quilômetros da malha metroviária e aos 260 quilômetros da rede ferroviária da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)", disse a empresa em nota.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou, junto com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que o preço abaixo da previsão é um esforço feito para colaborar com o governo federal, que enfrenta dificuldades para manter a inflação no teto da meta estabelecida (6,5%).
Ele também havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para as passagens de ônibus, trem e metrô. O decreto foi publicado na semana passada, mas não houve manifestação da administração municipal.
Terra