sábado, 8 de junho de 2013

Julgamento de Mubarak é adiado até a próxima segunda-feira

O juiz Mahmoud el Rashidi decidiu neste sábado adiar até a próxima segunda-feira o julgamento do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak pela morte de manifestantes na revolução de 2011 e por casos de corrupção.

Em um breve discurso, Rashidi anunciou que adiará a audiência até o próximo dia 10 de junho para ver as provas apresentadas e se declarou incompetente para analisar as indenizações reivindicadas no processo.

Fontes judiciais explicaram à Agência Efe que o tribunal penal seguirá encarregado de julgar os demais aspectos do novo processo de Mubarak, que começou no último dia 11 de maio depois que o anterior julgamento fosse cancelado por irregularidades.

Além disso, a defesa do ex-presidente pediu hoje a liberdade para Mubarak, assim como a de seus filhos, Alaa e Gamal, e do ex-ministro de Interior Habib al Adli, já que, segundo a defesa, todos já teriam cumprido o período de prisão preventiva. No entanto, a promotoria assinalou que os mesmos deveriam seguir presos pelas causas pendentes.

O ex-mandatário apareceu junto aos demais acusados nesta segunda sessão, realizada na Academia Policial, nos arredores do Cairo, entre restritas medidas de segurança e em um ambiente tranquilo.

O reatamento do chamado "julgamento do século" no Egito foi ordenada no último mês de janeiro por um tribunal de apelação, que aceitou os recursos das partes e anulou a prisão perpétua ditada contra Mubarak e contra o ex-ministro.

A histórica decisão judicial anunciada no último dia 2 de junho de 2012, segundo a defesa dos acusados, não contava com provas suficientes, enquanto o Ministério Público defendia a aplicação da pena de morte aos acusados.

Os seis ajudantes do ex-ministro, que haviam sido absolvidos anteriormente, também estão sendo processados pela morte de mais de 800 manifestantes.

Ao lado dos filhos e do empresário Hussein Salem, que se encontra foragido, Mubarak enfrenta acusações de enriquecimento ilícito e dano premeditado aos cofres públicos em transações relacionadas com a venda de gás para Israel.

Durante a primeira sessão, os acusados presentes negaram as acusações, enquanto o juiz Mahmoud el Rashidi decidiu dar mais tempo às partes envolvidas analisarem as novas provas apresentadas ao processo.

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