sexta-feira, 17 de maio de 2013

Para-brisa quebrado tem solução; saiba como

  • O para-brisa dos carros é o único vidro que, se quebrado, pode ser recuperado

    O para-brisa dos carros é o único vidro que, se quebrado, pode ser recuperado Foto: Getty Images
  • Mas a recuperação depende do tamanho da rachadura

    Mas a recuperação depende do tamanho da rachadura Foto: Getty Images
  • Para que seja consertado, o dano não pode ficar no campo de visão do motorista ou nas bordas

    Para que seja consertado, o dano não pode ficar no campo de visão do motorista ou nas bordas Foto: Getty Images
  • Para-brisa não desmancha ao quebrar porque tem película entre dois vidros

    Para-brisa não desmancha ao quebrar porque tem película entre dois vidros Foto: Getty Images
  • Empresas garantem que após o conserto o para-brisa fica como se fosse novo

    Empresas garantem que após o conserto o para-brisa fica como se fosse novo Foto: Getty Images
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O para-brisa dos carros é o único vidro que, se quebrado, pode ser recuperado

Foto: Getty Images

Quebrar um vidro do carro é uma dor de cabeça. Mas nem sempre é necessário trocar a peça. Em alguns casos, é possível fazer um reparo que elimina o dano e o deixa como novo. Basta seguir algumas regras.

Nem todos os vidros de um carro podem ser recuperados, isso porque quase todos se estilhaçam com fortes pancadas. A única exceção é justamente o mais caro para ser reposto: o para-brisa. Ao receber uma pedrada, por exemplo, com força suficiente para causar algum dano, o vidro dianteiro não estoura, por questões de segurança. E justamente por não estilhaçar, ele pode ser reparado na maioria dos casos.

De acordo com o diretor da Carglass do Brasil, Daniel Capeloza, existem dois casos em que não se pode nem tentar reparar o para-brisa. O primeiro é quando o dano é causado na linha de visão do motorista. A legislação brasileira não permite, pois mesmo reparado e quase imperceptível, fica uma manchinha no local. O outro caso é nas bordas do vidro, na área em que ele começa a ficar mais escuro. “Nas extremidades não fazemos, pois ao tentar reparar o vidro pode abrir mais”, comenta Capeloza.

A recuperação do vidro é comparada a uma obturação em um dente. “Abrimos um pouco o local, limpamos, e depois fazemos o enxerto da resina. Passamos uma luz ultravioleta, e em 15 minutos o vidro fica como se estivesse novo”, explica. O para-brisa não estilhaça por ser produzido em três camadas. As de cima e de baixo são vidro, e a do meio é um plástico. A resina da reparação vai nessa camada, que nos outros vidros não existe. A Carglass só faz reparos em danos que tenham diâmetro máximo igual ao de uma moeda de 1 real, ou seja, 24 milímetros. Segundo Capeloza, em danos maiores que esses, o risco de trincar é mais alto.

Outras empresas, no entanto, garantem que podem reparar vidros com danos maiores. De acordo com o técnico em reparação de vidros da Glass Weld do Brasil, Sandro José da Silva, trincos de qualquer tamanho podem ser recuperados, desde que não estejam no campo de visão do motorista nem nas bordas. “Independente do tamanho, dá para ser feito. A única restrição é com a sujeira”, explica. Segundo Silva, quanto mais antigo é o dano, mais sujeira ele acumula.

Um reparo no para-brisa pode sair até cinco vezes mais barato do que a troca dele inteiro. Tanto a Carglass quanto a Glass Weld garantem que o vidro fica em estado de novo e que não há risco de o para-brisa abrir no local sem que seja novamente atingido.

Canarinho Press

Terra