15 de Maio de 2013•03h04
O lateral direito Ayrton chegou a acertar uma cobrança de falta no travessão no primeiro tempo da derrota por 2 a 1 para o Tijuana, que eliminou o Palmeiras da Copa Libertadores da América. No segundo, não teve novas oportunidades de bola parada. O técnico Gilson Kleina preferiu transferir a responsabilidade para o meio-campista Souza, que havia entrado no lugar de Wesley.
Autor do único gol do Palmeiras na partida, em cobrança de pênalti, Souza não teve a mesma pontaria quando cobrou faltas. O jogador chegou a ser hostilizado por alguns torcedores em função dos recorrentes erros.
"Deixei de bater as faltas por ordem da comissão", lamentou Ayrton, apesar de apoiar seu companheiro. "O Souza entrou e pegou as faltas para ele. Infelizmente, ele não estava em um dia feliz. Mas é um bom cobrador. Só não estava inspirado", relevou.
De qualquer forma, o lateral direito deixou nas entrelinhas que tinha vontade de continuar encarregado das jogadas de bola parada diante do Tijuana. "Vou fazer o quê? Quando vem ordem de cima, a gente tem que acatar. Foi o que aconteceu. Infelizmente, a minha chance foi na trave", comentou.Mas Souza ficou longe de ser apontado pelos torcedores como um dos principais culpados pela desclassificação na Libertadores. O goleiro Bruno teve um motivo maior para sair do Pacaembu como vilão, ao falhar feio no primeiro gol marcado pelo Tijuana.
"Independentemente de o Bruno ter falhado, a gente tinha que correr e buscar o resultado. Fizemos isso no segundo tempo, mas não no primeiro. Estávamos apáticos", afirmou Ayrton, para quem os jogadores precisam se ajudar nos momentos difíceis. "O grupo está unido e disposto a dar apoio a quem falhou. Se a gente não deixasse eles chutarem, a bola não teria entrado no gol do Bruno. Não foi um erro só dele, mas do grupo todo."
Gazeta Esportiva